Exames renais gratuitos

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia, o Dia Mundial do Rim tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo, sendo comemorado na segunda quinta-feira do mês de março.

Neste ano a data será celebrada no dia 12 de março. Com atuação no tratamento das doenças renais, o Hospital São Vicente promove um dia de atividades gratuitas para a população.

A partir das 11h, na entrada do Hospital (Av. Vicente Machado, 401 – Centro), será realizado o Circuito da Saúde dos Rins: com exames gratuitos e orientação de nefrologista.

E às 15h, no auditório do São Vicente, haverá o bate-papo “Ame seus rins. Dose sua creatinina!”, com os nefrologistas Luciana Percegona e Rodrigo Leite. Ambas as atividades são abertas e sem custo.

A Insuficiência Renal Crônica é uma doença que se caracteriza por uma lesão nos rins lenta e progressiva e que acarreta diversas consequências como a incapacidade de controlar a pressão arterial, de filtrar o sangue, de eliminar toxinas e a água do organismo além de não produzir adequadamente hormônios que controlam a produção das hemácias (células vermelhas), do metabolismo dos ósseos entre outras doenças. O problema é que ela é uma doença silenciosa e, muitas vezes, o diagnóstico é tardio.

“Os exames de creatinina e parcial de urina servem para rastrear a doença renal. Eles irão mostram como está o funcionamento dos rins. Através da creatinina se avalia a capacidade de filtração do rim, isto é, qual a porcentagem de funcionamento do mesmo. Já no parcial de urina podemos identificar se há perda de sangue e/ou proteína pelos rins e quadro infeccioso principalmente”, explica Dra. Luciana.

Estima-se que 1 em cada 10 brasileiros apresente doença renal e que, na sua maioria, não estão diagnosticados. Os fatores de risco são estar acima do peso ideal, pressão alta, diabetes, familiares com doença renal crônica, fumante, com idade superior a 50 anos, problemas no coração ou nas veias das pernas.

Inicialmente, a doença renal é assintomática. Mas alguns sinais devem alertar para o problema: nictúria (levantar várias vezes à noite para urinar), edema (acordar com olho inchado, edema de membro inferior), urina espumosa ou com sangue. Nas formas avançadas há sintomas de fraqueza, dores nas pernas, náuseas e vômitos e perda de apetite.

Para prevenção, o ideal é uma dieta saudável e ingesta hídrica regular, controle do peso, atividade física regular, evitar o tabagismo e o uso de medicamento sem prescrição médica. Se tiver hipertensão e/ou diabetes, controle rigoroso dessas doenças. E fique atento se tiver história familiar de doença renal ou origem hispânica, asiática, africana ou aborígene. A prevenção é a única forma de evitar esta doença silenciosa, que só apresenta sintomas quando já se perdeu 75% ou mais da função renal.

Tratamento – A diálise está indicada quando o rim perde sua capacidade de filtração e/ou perda de líquido. Pode ser realizada quando se perde a função agudamente, no caso da insuficiência renal aguda ou quando perde a função lentamente no caso de insuficiência renal crônica. Há dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.

Hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. As sessões de hemodiálise são realizadas geralmente em clínicas especializadas ou hospitais.

Na diálise peritoneal, o tratamento ocorre dentro do corpo do paciente, com auxílio de um filtro natural como substituto da função renal. Esse filtro é denominado peritônio (membrana porosa e semipermeável, que reveste os principais órgãos abdominais).

Um líquido é colocado na cavidade abdominal através de um cateter peritoneal que depois é drenado. Essa solução entra em contato com o sangue e isso permite que as substâncias que estão acumuladas no sangue sejam removidas, bem como o excesso de líquido que não está sendo eliminado pelo rim.

O transplante é considerado o tratamento com melhor relação custo-benefício para a Doença Renal Crônica. O procedimento é indicado apenas quando há falência total de ambos os rins, e para sua realização necessita de um serviço previamente credenciado pelo Ministério da Saúde por uma equipe altamente especializada, além da disponibilidade de doadores de órgãos.

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