Home care: cuidado redobrado

Asian adult woman with clipboard sitting on sofa in house of senior man during visit and listening to patient

Grande parte dos pacientes em atendimento e internação domiciliar, fazem parte do grupo de risco para a COVID-19, o novo coronavírus. Logo, o cuidado com eles deve ser redobrado durante a pandemia, com o aumento dos casos em todo o Brasil.

Uma das maiores referências em atenção domiciliar do Brasil, a Lar e Saúde preparou comunicados de orientações para pacientes, cuidadores e familiares com informações sobre como enfrentar a pandemia.

Segundo o Rafael Bruzamolin, gerente médico da empresa, restringir ao máximo o contato entre as pessoas é o mais indicado no momento. No caso de visitas domiciliares, devemos seguir o mesmo princípio, evitando todo contato próximo que não seja essencial para a promoção dos cuidados de saúde e bem estar do paciente.

“A Lar e Saúde está usando meios de comunicação à distância como telefone, WhatsApp, tele conferencia, LinkedIn, YouTube e mídias digitais para informar, esclarecer e orientar seus colaboradores, prestadores de serviço, pacientes, cuidadores e familiares sobre a pandemia da COVID-19”, diz.

“O vírus é transmitido por pessoas doentes para pessoas sadias através do contato próximo ou domiciliar. A circulação de pessoas na residência deve ser reduzida ao mínimo indispensável para preservar a saúde do paciente e evitar riscos que possam deixa-lo doente e levá-lo de volta para o hospital. Todas as precauções recomendadas pela Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e Anvisa devem ser seguidas antes do contato próximo com o paciente. Não podemos deixar a doença chegar à casa dos nossos pacientes” diz.

Distanciamento social e higienização

A parte mais importante, será os cuidados adequados com as pessoas em isolamento domiciliar ou em confinamento.

Os idosos, pessoas com doenças crônicas, gestantes e imunossuprimidos possuem um sistema imunológico enfraquecido, portanto todas as recomendações precisam ser seguidas rigorosamente para garantir a saúde das pessoas atendidas em home care.

Bruzamolin lista as seguintes medidas:

  • restringir a circulação de pessoas na sua casa e o contato com o paciente ao mínimo indispensável para preservar sua saúde e bem estar;
  • manter os ambientes da residência bem ventilados e com as janelas abertas;
  • seguir as regras de etiqueta respiratória para proteção das pessoas ao seu redor quando tossir ou espirrar;
  • higienizar suas mãos com os recursos mais acessíveis que temos em casa, água e sabão durante 40 a 60 segundos, frequentemente, antes e depois de qualquer contato com o paciente. Na falta de água e a sabão utilizar álcool 70% durante 20 a 30 segundos;
  • Não utilizar máscara cirúrgica no domicílio se você não apresenta sintomas respiratórios e não teve contato com pessoas doentes ou suspeitas de ter a doença;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como canecas, garrafas de bebidas, copos, pratos e talheres;
  • não compartilhar alimentos com outras pessoas;
  • evitar contato social com pessoas que estejam com sintomas de doença respiratória aguda como febre, tosse, coriza, dor de garganta e dificuldades para respirar;
  • não visitar pessoas em domicílio ou no hospital que sejam casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus;
  • manter distância de no mínimo 2 metros de pessoas com sintomas respiratórios e evitar se expor frente a frente por mais de 15 minutos;
  • evitar tocar os olhos, o nariz e a boca;
  • evitar a prática de cumprimentar as pessoas com aperto de mãos ou beijos.

A limpeza e desinfecção das superfícies da residência, aponta o médico, é uma parte fundamental para prevenção do novo coronavírus.

“Diariamente, deve-se limpar e desinfetar objetos e superfícies de contato no ambiente de domiciliar, principalmente quarto e banheiro que o paciente usa”, afirma. Os objetos usados pelo cuidador ou familiares, como o telefone celular, também devem ser higienizados.

“Este é um momento de esforço compartilhado para prevenirmos que o novo coronavírus chegue às casas dos nossos pacientes. Devemos praticar a empatia com nossos semelhantes, evitar o desperdício de recursos para que não faltem aos necessitados e unir todos os envolvidos na atenção domiciliar para enfrentarmos a pandemia”.