E-commerce alavanca locações logísticas

O e-commerce brasileiro deve crescer 15% em 2018 em relação ao mesmo período do ano passado, com previsão de faturamento de R$ 69 bilhões, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

O ano pode registrar cerca de 220 milhões de pedidos nas lojas virtuais, com previsão de tíquete médio de R$ 310,00. Todo esse aumento deverá impactar diretamente o mercado de galpões logísticos este ano. A projeção é da Capital Realty, desenvolvedora e administradora de ativos imobiliários no setor de infraestrutura logística, com atuação na Região Sul e interior de São Paulo.

“Empresas do segmento e-commerce que ainda não ocupam áreas em condomínios logísticos devem migrar para os galpões por diversos motivos práticos, como compartilhamento de custos, segurança, estruturas com localização estratégica e próximas aos grandes centros de consumo, com acesso fácil a rodovias, utilização de tecnologias para a movimentação e estocagem de cargas variadas”, opina Rodrigo Demeterco, presidente da Capital Realty.

O diretor acredita que empresas que trabalham com e-commerce estão se tornando mais ágeis na prestação de serviços e cortando custos com espaços próprios para armazenamento. “As empresas estão, cada vez mais, melhorando a capacidade logística para se ajustar às exigências do mercado. Por esse motivo, na nossa métrica, percebemos que a demanda do setor e-commerce em centros logísticos deve crescer consideravelmente”, diz.

Economia em forma de galpão

Entre as vantagens para as empresas de e-commerce que utilizam galpões logísticos está a economia com gastos com portaria, segurança, limpeza e funcionários – exigências de uma operação interna para armazenagem e entregas. “Num condomínio, os custos são otimizados com operações de grande escala, garantindo à empresa-cliente benefícios, segurança e o armazenamento adequado a cada tipo de produto”, explica Demeterco.

Ainda que o primeiro semestre de 2017 tenha registrado pouca movimentação no mercado de galpões, a segunda metade do ano mostrou números animadores, que projetam cenário melhor para 2018, de acordo com a consultoria NAI Brazil. A expectativa é de que em dois anos a relação entre demanda e oferta esteja mais equilibrada.

A absorção bruta em 2017 ficou 24% abaixo do que foi registrado em 2016. A disponibilidade já esteve maior e foi sendo reduzida ao longo do ano, mas encerrou 2017 nos mesmos patamares de 2016, próximo a 26%. “Mesmo que a entrega de novos empreendimentos tenha sido menor se comparada aos anos anteriores, a absorção líquida não evoluiu no mesmo ritmo e foi determinante para manutenção da disponibilidade ainda em patamares elevados”, informou o gerente nacional da NAI Brazil, Rogério Luz.