Pecados capitais na literatura

A escritora Adriana Sydor lança no dia 7 de junho, na Livraria da Vila, em Curitiba, o livro “Sete confissões capitais e outros pecados”, publicado pela Travessa dos Editores.

Na obra, a autora exercita a autoconsciência partindo dos sete pecados capitais (vaidade, inveja, preguiça, ira, avareza, gula e luxúria), para encadear reflexões e conclusões pungentes.

“É correto afirmar que algumas felicidades me atrapalham”; “o que eu quero agora é a alforria definitiva da frase ‘o que vão pensar de mim’”, “a humildade só tem lugar no mundo de hoje se for postiça”, “tenho necessidade do reconhecimento de minhas causas”.

A autora observa que os sete pecados capitais, inicialmente pensados pelo papa Gregório Magno no século 6, e firmados por São Tomás de Aquino no século 13, dizem muito sobre o que é ser humano.

Aquino listou os pecados que dos sete originais se desdobram, formando uma lista de quase cinquenta – o ódio que brota da inveja, a traição que vem da avareza, e por aí vai. Assim que, talvez por uma espécie de herança moral, o homem vive ainda hoje em constante conflito interno, mesmo que a postura socialmente aceita seja a de soterrar os demônios interiores sob camadas de ilusões.

As crônicas do livro pegam o caminho inverso da humanidade que tratou de achar um lugar confortável para conviver com tantas proibições.

A obra, que traz no início de cada um dos sete capítulos uma das partes que compõem o quadro “Os sete pecados mortais”, do holandês Hieronymus Bosch.