Rede Deville é 100% livre de cigarro

O percentual de adultos fumantes no Brasil vem apresentando uma expressiva queda. Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico revelam que, em 2018, apenas 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Nos últimos 12 anos, a população entrevistada reduziu em 40% o consumo do tabaco.

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer estima que, até o fim de 2019, sejam registrados 31.270 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão em decorrência do tabagismo.

Seguindo essa tendência, desde fevereiro de 2014, todas as unidades da Rede Deville são 100% livres do cigarro. Segundo Lucas Raganhan, gerente de Relacionamento da Rede Deville, além de ser um conceito que vem crescendo, a mudança permitiu oferecer ambientes mais agradáveis e higiênicos, livres de odores originados do tabaco.

“Promovemos treinamentos das equipes de atendimento para orientar os clientes que os hotéis se tornaram 100% não fumantes, de acordo com a Lei Federal Brasileira, lei anti-fumo, de 02 de junho de 2014. Além disso, adquirimos equipamentos com tecnologia de ozônio para desodorizar acomodações onde o cliente fumava, para assim retirar qualquer resquício de cheiro”, explica. 

Até então, além dos ambientes externos, era permitido fumar em apartamentos e/ou andares específicos para fumantes. Nos andares para não fumantes e nas áreas sociais fechadas como lobby, restaurante, bares ou salas de eventos não era permitido.

 Segundo Marcos Paulo Massaneiro, supervisor de hospedagem do Deville Business Curitiba, o impacto da política 100% livre do cigarro foi positivo, já que a conduta foi bem assimilada pelos brasileiros: “Uma porcentagem mínima de hóspedes procurou outro hotel que atendesse esta demanda. Além disso, ganhamos outros clientes que não eram adeptos ao fumo e buscavam quartos limpos e cheirosos”.

 

Joseane Cruz, chefe de recepção do Deville Prime Salvador, tem a mesma opinião. De acordo com ela, era comum a insatisfação com os odores de cigarro nas acomodações, “principalmente, quando um cliente não fumante era acomodado em quarto fumante (e isso ocorria em dias de alta ocupação no hotel), resultando em inúmeras trocas de apartamento”. Atualmente, há alguns questionamentos por parte de estrangeiros fumantes e também pela proibição de fumar nas varandas dos quartos.