Um robô que salva vidas

Para gerar ainda mais impacto positivo na área da saúde, foi criado o Instituto Laura Fressatto, organização sem fins lucrativos para ajudar hospitais com suporte da inteligência artificial.

O Instituto é um novo capítulo na história do arquiteto de sistemas Jac Fressatto. Em função da morte da filha, ele se dedicou à pesquisa para evitar mortes por Sespse (um tipo de deterioração clínica).

Com o lançamento, a Robô Laura, que funciona desde 2016, muda a estrutura jurídica para organização da sociedade civil e passa a se chamar Instituto Laura Fressatto.

A inteligência artificial lê as informações dos pacientes e emite alertas que são enviados a cada 3,8 segundos à equipe assistencial, com objetivo de sinalizar o quadro de pacientes com riscos de deterioração clínica. Já reduziu a taxa de mortalidade dos hospitais em 25%.

Esta é uma evolução do projeto para levar tecnologia de ponta, acessível e eficiente ao maior número de hospitais públicos e filantrópicos de todo o Brasil. Funcionando em 13 hospitais piloto de três estados brasileiros, a tecnologia Laura está conectada a 2,5 milhões de pacientes e ajudou a salvar 12.283 vidas em 1.003 dias de operação. Com as novas oportunidades que surgem a partir da atuação do Instituto, a meta é chegar a 100 hospitais atendidos até o fim de 2019.

A partir de agora, o custo de implementação em novas instituições de saúde será integralmente subsidiado pelo Instituto. Hospitais filantrópicos e da rede pública pagarão apenas uma mensalidade de manutenção, calculada de acordo com o número de leitos conectados.

Início – Em maio de 2010, a bebê Laura Fressatto nasceu prematura em um hospital de Curitiba. Ficou 18 dias na UTI neonatal, mas teve Sepse e não resistiu. Segundo o Instituto Latino Americano de Sepse, a enfermidade é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil.

Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas UTIs e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia. Estima-se que a doença mate cerca de 230 mil brasileiros todos os anos.

Jac Fressatto vendeu o que tinha para investir na criação do primeiro robô cognitivo gerenciador de riscos do mundo, batizado de Laura.

“A memória da Laurinha vai continuar viva para sempre, salvando vidas e transformando famílias. Esta é a herança que eu quero deixar para os meus filhos. Com força de vontade, resiliência e propósito, podemos fazer coisas grandiosas. Gerar impacto positivo e mudar histórias de pessoas do mundo inteiro”, afirmou Fressatto.