UFPR pesquisa técnica para medir pressão cerebral 

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) será a primeira instituição do sul do País a usar o equipamento que permite técnica para medir a pressão intracraniana.

Profissionais do Departamento de Prevenção e Reabilitação em Fisioterapia da UFPR são os pioneiros da região a pesquisarem sobre o novo método.

O aparelho será usado na UTI do Hospital de Clínicas e foi cedido à Universidade pelo Conselho Nacional de Pesquisa, em parceria com a professora Ana Márcia Delattre Zocolotti, do curso de Fisioterapia da UFPR.

Criado pela empresa Braincare e desenvolvido pelo físico Sérgio Mascarenhas, da Universidade de São Paulo, de São Carlos, o equipamento permite diagnóstico rápido e não invasivo para os pacientes. O processo pode ser feito com mais segurança e evita riscos de infecção.

Por meio de um sensor de alta resolução, que posicionado na cabeça do paciente gera dados para visualização em tempo real na tela de computadores ou dispositivos conectados à internet, é possível checar se há ou não aumento da pressão intracraniana.

Segundo pesquisadores do Programa de Medicina Interna da UFPR, o uso de novas tecnologias amplia o tratamento e traz diagnósticos antecipados que podem favorecer uma recuperação mais rápida, diminuindo a mortalidade de pacientes.

“Será uma terapia a mais que poderemos utilizar em pacientes neurológicos críticos, comprovando cientificamente o que hoje está no campo subjetivo”, afirma a fisioterapeuta Daniela de Almeida Souza, do Departamento de Prevenção e Reabilitação em Fisioterapia e especialista em Terapia Intensiva no HC.

A pesquisa de Daniela – orientada pela professora Silvia Regina Valderramas e com colaboração das docentes Ana Márcia e Sibele Takeda – verificará, por meio do equipamento, o quanto ações feitas pela Fisioterapia em pacientes intubados podem interferir na pressão.

Para Paulo Victor Leandro, fisioterapeuta residente na área de Urgência e Emergência do HC e responsável por analisar o perfil da pressão intracraniana em pacientes com danos neurológicos, essa inovação ajudará no prognóstico e no acompanhamento dos quadros clínicos. “Agora será possível correlacionar esta monitorização junto à evolução clínica destes pacientes”, disse.

Os pesquisadores apontam que a Fisioterapia em Terapia Intensiva é uma linha de atenção em evidência no meio clínico, pois torna o profissional apto a lidar com pacientes que possuem limitações motoras e respiratórias graves que exigem mais cuidados e conhecimento.