Tecpar fornecerá novos medicamentos ao SUS

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) teve novos projetos aprovados pelo Ministério da Saúde de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, sendo dois de medicamentos biológicos e um de sintético.

Com isso, o Tecpar amplia para nove o número de novos medicamentos que fornecerá ao Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalece suas plataformas tecnológicas na área da saúde.

Os novos produtos são duas enzimas usadas no tratamento de doenças raras, Imiglucerase e Betagalsidase, e a Lenalidomida, medicamento sintético indicado para mieloma múltiplo.

O diretor-presidente do Tecpar, Júlio C. Felix, ressalta que a escolha do instituto pelo Ministério da Saúde fortalece as plataformas tecnológicas da área da saúde e reforça a credibilidade da empresa como laboratório público protagonista na saúde brasileira.

“São três novos produtos que o SUS deixará de importar, um passo importante para garantir à população brasileira medicamentos para doenças graves. Essas novas PDP iniciam o processo de solidificação do Tecpar na área de medicamentos biológicos e sintéticos. Conseguimos esses novos projetos com o apoio do Governo do Estado”, dissea.

Biológicos – além das duas enzimas para doenças raras, o Tecpar tem contratos para fornecer parte do que hoje é comprado pelo Ministério da Saúde dos medicamentos biológicos Bevacizumabe, Infliximabe, Trastuzumabe, Adalimumabe, Rituximabe e Etanercepte – estes produtos são usados no tratamento de câncer e de artrite reumatoide.

Estes medicamentos serão produzidos no Centro de Desenvolvimento e Produção de Medicamentos Biológicos, em Maringá, que receberá um investimento do Ministério da Saúde de R$ 82 milhões para sua construção e de R$ 82 milhões em equipamentos. A unidade será instalada em um terreno transferido pela Prefeitura de Maringá ao Tecpar.

Sintéticos – Já a Lenalidomida é o primeiro produto que será produzido no Centro de Desenvolvimento e Produção de Medicamentos Sintéticos, unidade do instituto voltada a medicamentos sintéticos, no campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

O instituto investirá, com recursos do Ministério da Saúde, R$ 35,9 milhões para a modernização do centro, que já conta com um laboratório de Controle da Qualidade, de Garantia da Qualidade e Armazenagem/Distribuição. A unidade de Ponta Grossa terá escala industrial, com capacidade de produção de 200 milhões de comprimidos/ano e 100 milhões de cápsulas/ano, quantidades suficientes para suprir a demanda do Ministério da Saúde com medicamentos definidos como estratégicos pelo Tecpar.