Mulheres: da margem ao centro das atenções!

O fotógrafo brasileiro radicado na Suíça, Gabriel Bonfim, abriu em Curitiba e em São Paulo, uma exposição retrata a mulher e o seu lugar no mundo. As obras serão expostas também no Rio de Janeiro, a partir do dia 14 de março.

Intitulada “M” – uma referência à MULHER e, também, a MARIA, nome feminino mais popular na América do Sul – a mostra retrata mulheres que foram empurradas para as margens da sociedade, mas que lutaram para reconquistar o seu espaço.

Em Curitiba, “M” ocupa o Museu da Fotografia Cidade de Curitiba até o dia 10 de junho,de terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 18h, sábado e domingo, das 12h às 18h.

Em São Paulo está no Palácio dos Correios, até o dia 20 de abril, com visitação gratuita, de segunda a sexta, das 9h às 17h.

No Rio de Janeiro, a exposição acontecerá no Centro Cultural dos Correios até o dia 22 de abril, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h.

São fotografias em cores – nove em São Paulo e sete no Rio de Janeiro e em Curitiba – além de uma videoinstalação artística com 11 telas, na qual Gabriel Bonfim retrata cenas aparentemente comuns na vida de mulheres brasileiras.

No registro da transexual na escadaria Selarón, no Rio de Janeiro, ou da Ialorixá na igreja da Ordem Terceira de São Francisco, em Salvador, as imagens descortinam histórias que levam o espectador a perceber algumas das dificuldades enfrentadas por essas mulheres.

“Busquei resgatar a história de luta de cada uma das minhas convidadas a partir de onde as fotografei. É como se ao retratá-las ali – nos mais belos e importantes locais no centro dessa sociedade – pudéssemos resinificar aquele espaço e, assim, como protagonistas de suas próprias histórias, elas retomariam o seu lugar na sociedade que as marginalizou. Meu trabalho tem como objetivo trazer um pouco desse incômodo para que toque as pessoas e as leve a pensar”, disse Bonfim.

O projeto da nova exposição de Bonfim surgiu em 2013, em meio à sessão de fotos de Melissa, cuja história de luta por aceitação fez o fotógrafo iniciar uma pesquisa por nomes para compor a série.

“Contrastar a beleza do lugar e a dor daquela história me fez querer retratar tantas outras mulheres e suas lutas cotidianas”, conta o fotógrafo.

As fotografias de “M”, que tem curadoria de Thomas Kurer, guardam ainda uma interação entre si, narrando um enredo bem típico da mulher brasileira. A partir da observação das histórias ambientadas nos mais diversos estados do país, as imagens convidam o visitante a uma reflexão sobre a forma como tratamos as mulheres no geral e, em particular, sobre a luta de cada uma para ocupar o seu lugar na sociedade.