Volta às aulas: cuidados com a saúde!

A vida escolar é um período de adaptações não apenas comportamental. É o momento no qual as crianças entram em contato com um grande número de pessoas e, por estarem com o sistema imunológico em formação, são mais propensas a ficarem doente e ter infecções aéreas superiores.

“A memória imunológica só estará formada a partir dos três anos. Até esta idade é normal que as crianças tenham infecções, resfriados e episódios de rinites, mas com o passar do tempo eles adquirem anticorpos contra estas doenças”, afirma a otorrinolaringologista do Hospital IPO, Luciana Gabardo.

Os pais devem ter alguns cuidados básicos como, por exemplo, o de manter a vacinação em dia, além de uma boa higiene e alimentação.

“É preciso conhecer a creche dos filhos, observar o número de crianças por sala, se o ambiente tem uma boa ventilação e também as condições de higiene da escola. Dividir talheres nas refeições, por exemplo, é algo que ajuda a propagação de doenças”, explica.

“A criança  doente deve consultar um médico e não deve ir à escola, pois o melhor é que fique em casa para que possa se recuperar”, comenta.

Casos excepcionais –  de acordo com Luciana, as crianças que apresentem de cinco a sete infecções aéreas superiores e ou casos de amigdalites no decorrer de um ano, nas quais precisaram utilizar antibióticos, têm indicação para uma consulta com um otorrinolaringologista.

“Nestes casos avaliamos a necessidade da remoção das amígdalas ou da adenoide, pois elas podem estar se tornando um facilitador das infecções”, explica.

A adenoide se manifesta nas crianças por meio da obstrução nasal, que leva ao ronco, respiração bucal, apneia e outros fatores que levam os pequenos a ter má qualidade de sono.

“A adenoide é formada por um tecido parecido com o da amígdala (um tecido linfóide) que tem uma função de produzir células de proteção, mas que, por conta das diversas infeções de repetição, perde a função e se torna depósitos de vírus e bactérias”, enfatiza a especialista.